Produtor de soja tem razões de sobra para se preocupar com o clima na hora da colheita.

Em algumas regiões, o excesso de umidade pode impedir o trabalhos de campo. Aqui no Mato Grosso do Sul, o problema pode ser a falta de água em momento critico da lavoura.

Por: Pryscilla Paival/Redação

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A chuva atrasou para o Centro-Oeste do Brasil, mas a partir do fim de outubro veio com força para grande parte das áreas produtoras. No Mato Grosso ainda apresenta mair irregularidade e existe áreas com apenas 40% de umidade, sendo que o ideal é umidade de 60%.

As chuvas continuam nos próximos dias, especialmente em Mato Grosso e Goiás. Algumas cidades de GO devem receber mais de 400 milímetros nos próximos 30 dias.

A situação está boa para o bom desempenho da soja, mas os produtores já estão de olho lá em janeiro, para a fase a colheita. Existe o grande receio de haver uma “invernada”, que são vários dias chuvoso seguidos que podem impedir os trabalhos de campo.

Depois disso, também há o medo de não haver chuvas suficientes para o inicio do plantio da safrinha, para aqueles que querem arriscar uma janela apertada.

As projeções climáticas mais estendidas não indicam chuvas acima do normal para boa parte do Centro-Oeste no inicio do ano. “Quando se trata de normalidade climática, janeiro é um mês chuvoso, de acordo com as médias que gira em torno dos 350 militemos, mas para janeiro de 2018 não se vê volumes excessivos”, diz o climatologista da Somar, Celso Oliveira.

Na realidade, a preocupação deve ficar voltada para dezembro em parte do Centro-Oeste do Brasil, por causa da falta de chuva na hora do desenvolvimento da safra.

Em Mato Grosso do Sul por exemplo, a previsão é ter uma janela de tempo seco, que vai durar entre meados do dia 19 de dezembro, até o dia 12 de janeiro.  Serão quase 30 dias de estiagem.

Segundo os especialistas, para as áreas de soja semeadas mais tardiamente ou com variedade mais longa, a falta de chuva pode afetar diretamente na diminuição da produção, pois a lavoura estaria em estágio de florada ou enchimento de grãos.

Já as áreas de ciclo curto teriam passado do estágio mais critico e correm menos riscos. De qualquer maneira, é preciso ficar atento por que o Mato Grosso do Sul tem um comportamento climático semelhante ao do Sul do páis, que em anos de La Ninã sofre mais risco com a estiagem.

 

 

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