Governo de MS e empreiteira rescindem contrato para construção do Aquário do Pantanal

Projetada para custar R$ 84 milhões, a obra já recebeu investimentos de R$ 200 milhões.

Por: Anderson Viegas

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Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) e a empreiteira Egelte rescindiram oficialmente nesta quarta-feira (22) o contrato para a construção do Aquário do Pantanal, em Campo Grande. O extrato do ato declaratório foi publicado no Diário Oficial do estado. Clique aqui para ver!

A obra está paralisada desde junho de 2016. Projetada para custar R$ 84 milhões já recebeu investimentos de R$ 200 milhões. Segundo a secretaria estadual de Infraestrutura (Seinfra), serão necessários ainda mais R$ 37 milhões para concluir o empreendimento, recursos do caixa do governo.

Conforme a secretaria, estava sendo negociada uma retomada das obras com a empreiteira, mas a Egelte não aceitou e entrou com pedido de rescisão do contrato. A Seinfra aponta que com a medida, a segunda colocada na licitação do Aquário foi chamada para assumir a obra. A empresa tem até amanhã (dia 23) para dizer se aceita ou não o trabalho. Caso a resposta seja negativa, o governo vai estudar outras alternativas.

Em relação as outras duas empresas licitadas para a obra, a Climateck, que executa trabalho voltado para a parte de climatização do Aquário e a Fluidra, que é responsável pela sistema de filtragem do empreendimento, a Seinfra aponta que continua negociar com elas para a retomada das obras, mas que os serviços dependem do avanço da obras civis, que são de responsabilidade da empreiteira.

A Seinfra aponta ainda que a intenção do governo do estado é concluir a obra até o fim de 2018.

Obras

O Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna, conhecido como Aquário do Pantanal, foi lançado em 2011 pelo então governador André Puccinelli (PMDB). As obras começaram no mesmo ano.

O projeto é de que o empreendimento seria o maior aquário de água doce do mundo, com 6,6 milhões de litros de água, distribuídos em 24 tanques, com 7 mil animais de 263 espécies, entre elas peixes, jacarés e cobras.

O projeto original previa ainda a implantação de um centro de pesquisa, com 1.000 metros quadrados de laboratório e biblioteca digital.

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