F1- Abu Dhabi já coroou três campeões mundiais. É neste final de semana.

Desde 2009 na Fórmula 1, capital dos Emirados Árabes já foi palco de três decisões de títulos. Dois pilotos conquistaram seus primeiros campeonatos em Yas Marina. Relembre!

Por: GE - Foto: Clive Mason/Getty Images

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GP de Abu Dhabi, neste domingo, marcará o fim da temporada 2017 de Fórmula 1. Com o campeonato decidido desde o GP do México, onde Lewis Hamilton se sagrou tetracampeão, a disputa mais importante será entre Valtteri Bottas e Sebastian Vettel pelo vice.

Desde que a capital dos Emirados Árabes passou a fazer parte do Campeonato Mundial de F1, em 2009, o Circuito de Yas Marina foi palco de três decisões de títulos, nos anos de 2010, 2014 e 2016. Nos outros anos, ou a etapa não fechava a temporada ou o Mundial de Pilotos já havia sido decidido de maneira antecipada.

2010

Vettel vence e conquista 1º título; Alonso sofre atrás de Petrov

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Quatro pilotos chegaram à última corrida do ano com chances de título: Sebastian Vettel, Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Mark Webber. Na liderança da tabela com 15 pontos à frente de Vettel, Alonso era o favorito para vencer o campeonato. Para isso, bastava terminar em quarto. Só que o alemão da RBR fez a pole. O espanhol, por sua vez, partiu em terceiro, mas caiu para quarto na primeira curva.

Alonso tentou uma estratégia diferente e entrou nos boxes mais cedo do que a rodada normal de pit-stops, no que se provou uma ação errônea: acabou voltando atrás da Renault de Vitaly Petrov. Apesar de insistir volta após volta, o espanhol não conseguiu superar o russo. Precisando apenas de um quarto lugar para levantar a taça, terminou em sétimo. Foi tirar satisfações com Petrov, não cumprimentou Vettel e saiu vaiado do carro. Petrov, aplaudido. O alemão da RBR, que não tinha liderado a temporada até aquele momento, vencia para se tornar o campeão mais jovem da F1.

2014

Hamilton supera Rosberg e se torna bicampeão de Fórmula 1

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A batalha da dupla da Mercedes na finalíssima de 2014 durou apenas alguns metros. Se a regra de pontuação dobrada na última etapa daquele ano dava esperanças a Rosberg, aumentado as expectativas para a decisão, Lewis tratou de acabar com a festa do companheiro de equipe logo na largada.

Em segundo no grid, Lewis partiu melhor e engoliu o alemão, assumindo a liderança. Hamilton ainda teve a vida facilitada, já que Nico enfrentou problemas de perda de potência de motor durante a prova e foi despencando no pelotão. No fim, a Mercedes até falou para ele abandonar. Mas o alemão, como um digno rival preferiu seguir até o fim, cruzando em um amargo 14º lugar, uma volta atrás de Hamilton, que conquistava a primeira taça de Mundial de Pilotos da Mercedes desde Juan Manuel Fangio em 1955.

– Como eu disse antes, este é o momento mais incrível da minha vida. É surreal, parece que estou fora do meu corpo vendo isso tudo acontecer de fora. Então quero me certificar de agradecer – disse o britânico bicampeão após a conquista.

2016

Cerebral, Nico chega em 2º e bate Hamilton na luta por título

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Nico Rosberg nunca foi considerado garoto-prodígio, gênio ou fora de série. Nunca foi tão badalado quanto seus contemporâneos Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Sebastian Vettel. Mas aos 31 anos, colocou o nome ao lado deles, no hall dos campeões mundiais de Fórmula 1. A taça veio com o segundo lugar no GP de Abu Dhabi de 2016, vencido pelo companheiro de Mercedes, Lewis Hamilton, no suntuoso circuito de Yas Marina. A corrida que encerrou a temporada teve contornos de tensão e mais pareceu um jogo de xadrez a 300km/h.

O alemão precisava apenas de um 3º lugar para levar o título inédito, missão não muito difícil dada a superioridade dos carros da Mercedes. Mas Hamilton deu uma pitada de emoção à decisão. Pole position, o tricampeão segurou o ritmo propositalmente para permitir a aproximação de Rosberg e de outros pilotos, na esperança que dois deles passassem seu companheiro de equipe. A tática, por pouco não funcionou. Em uma volta final de prender a respiração, Hamilton venceu a prova, e Nico mostrou frieza suficiente para se manter em segundo, mesmo com Sebastian Vettel, da Ferrari, e Max Verstappen, da RBR, em seus retrovisores. O resultado foi suficiente para o alemão conquistar o tão sonhado título mundial com cinco pontos de vantagem para Hamilton.

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