Em Abu Dhabi, Kubica inicia teste decisivo com a Williams para confirmar retorno à F1

O polonês tem apoio do campeão de 2016, Nico Rosberg, e aporte financeiro de R$ 32 milhões.

Por: GE/Redação

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O campeonato da Fórmula 1 foi encerrado no último domingo, mas as atividades de pista não param em Abu Dhabi. Nesta terça-feira, iniciaram-se os testes coletivos, que têm como principal destaque Robert Kubica. Na madrugada – manhã nos Emirados Árabes – o polonês deu suas primeiras voltas no cockpit do carro de 2017 da Williams. Foram 100 giros, com o melhor marca em 1m41s296, oitavo lugar geral.

 O vencedor do GP do Canadá de 2008 já tinha guiado o carro de 2014 da escuderia britânica em testes privados em Hungaroring e Silverstone. Esta, porém, é a primeira vez que Kubica tem a oportunidade de acelerar a máquina utilizada por Felipe Massa ao longo de toda a temporada 2017 da Fórmula 1. Empresariado por Nico Rosberg, o polonês é o grande favorito para assumir a vaga do brasileiro no time de Frank Williams.
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Neste ano, Kubica já guiou o carro atual da Renault nos testes coletivos de Hungaroring, mas acabou preterido pelo espanhol Carlos Sainz Jr, que substituiu Jolyon Palmer na equipe francesa a partir do GP dos EUA. Agora, o polonês tem a chance mais real de confirmar seu retorno à categoria máxima do automobilismo mundial. Em Abu Dhabi para acompanhar os testes, Paddy Lowe, diretor técnico da Williams, falou sobre o piloto.

– Todos nós vimos como ele era na Fórmula 1 no passado – um ótimo piloto, muito profissional, comprometido, entusiasmado, muito inteligente. Ele é uma promessa empolgante e é por isso que estamos olhando para ele. Estamos em progresso com Robert. É uma questão de avaliar se suas lesões terão impacto em sua habilidade de guiar um Fórmula 1, simples assim.

egundo os blogs Voando Baixo e Sinal Verde, Kubica tem um aporte financeiro de R$ 32 milhões (€8 milhões) por meio de seus patrocinadores. Com a mão direita comprometida, fruto do acidente que sofreu no rali em 2011, o polonês terá um volante adaptado, com os comandos ajustados para o lado esquerdo, inclusive o acionamento da embreagem e do câmbio. A mesma alavanca será usada para subir e descer marchas: ao puxar, elas sobem, e ao empurrar, reduzem.

– Na verdade, a maioria dos pilotos ajustam o volante às suas preferências de qualquer forma. Na maioria das equipes, você vai encontrar volantes diferentes entre seus dois pilotos – explicou Lowe.

 

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