Chefe de Schumacher na Ferrari, Todt diz que alemão tinha dúvida se era bom piloto

Inaugurando o Hall da Fama da FIA, dirigente francês relembra parceria com o heptacampeão da Fórmula 1: “Ele era especial para mim, um amigo”

Por: GE - Foto: Getty Images

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Jean Todt foi, possivelmente, a pessoa mais próxima de Michael Schumacher na Fórmula 1. Durante os 11 anos em que esteve na Ferrari, o heptacampeão mundial foi sempre acompanhado do mandatário francês, hoje presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Nesta segunda-feira, em Paris, Todt participou da inauguração do Hall da Fama da FIA, falou sobre a parceria com o alemão e lembrou o primeiro título juntos.

– Eu lembro quando ele estava guiando pela Ferrari, e há duas coisas que quero mencionar. Em 2000, depois de 21 anos, a Ferrari foi campeã com Michael. Eu o levei para o pódio e disse: “Michael, nossa vida no automobilismo nunca mais será a mesma”. Claramente, aquele dia em Suzuka foi o dia mais forte na minha carreira.

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Mesmo após cinco anos da aposentadoria definitiva da Fórmula 1, Schumacher ainda lidera algumas importantes estatísticas da categoria máxima do automobilismo. A mais importante delas, a de vitórias: 91 triunfos, contra 62 de Lewis Hamilton, o segundo colocado. Entretanto, segundo Todt, mesmo já tricampeão mundial, o piloto germânico ainda tinha muitas dúvidas sobre sua real qualidade enquanto piloto.

– Outra coisa que mostra como era Michael: quando ele estava terminando a temporada de 2000 como campeão, nós estávamos começando a temporada de 2001. Ele me perguntou, bem timidamente, ele era um cara tímido. Parecia arrogante, mas era tímido. Ele me perguntou: “você me permitiria fazer alguns testes em Fiorano para eu ter certeza que ainda estou apto a guiar?”. Ele estava sempre cheio de dúvida, se era um bom piloto ou não. Ele fez o teste, e não foi muito mal…

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Depois de sofrer um grave acidente de esqui, em 2013, nos Alpes Suíços, Schumacher segue longe dos holofotes. A condição de saúde do heptacampeão é um grande mistério para os fãs da Fórmula 1, e pouco foi dito a respeito desde então. Introduzido no Hall da Fama da FIA, Michael foi representado na festa pela assessora Sabine Kehm. Mick, filho, e Corinna, esposa, fora convidados, mas não puderam comparecer à cerimônia.

– Nós sentimos falta de Michael. Ele está lá, ainda lutando. Estou feliz em ter Sabine aqui, cuidando dos negócios da família. Eu queria que Mick estivesse aqui nesta noite, mas ele está fazendo alguns testes na Espanha, enquanto Corinna está nos EUA. Uma luta está acontecendo. Michael é uma pessoa muito especial, uma pessoa especial para o esporte a motor. Ele é especial para mim, um amigo.

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